quarta-feira, 16 de julho de 2014

O Uso do Software Livre na Educação


 Num mundo em que a informação é livre, ou se apresenta tal forma, nem sempre o conhecimento em algumas áreas é acessível a todos. Esse assunto foi tema de uma das palestras do Fisl14 (Fórum Internacional de Software Livre), que aconteceu entre os dias 3 e 6 de julho. A servidora do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) do Rio Grande do Sul, Fátima Conti, tratou do assunto com uma plateia bastante interessada nesta quarta-feira.

De acordo com Fátima, dentro da área de softwares, a questão do conhecimento e da liberdade são claramente ilustradas pelas limitações impostas pelos detentores de direitos de um programa a usuários que adquirem sua licença. Softwares que bloqueiam a leitura ao receberem uma atualização, forçando o usuário a comprar uma nova licença, são exemplos dessa postura.

Por conta disso, o software livre é um caminho saudável para democratizar o acesso à tecnologia. Nele há possibilidade inclusive de acessar seu código fonte para fazer alterações conforme sua necessidade e há uma comunidade imensa trabalhando para realizar melhorias diversas, garantindo que suas atualizações estejam acessíveis a todos.

MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE: EDUCANDO PARA CONSCIENTIZAÇÃO E VIVÊNCIA DA CIDADANIA.


O MEB,  Movimento de Educação de Base, há 50 anos realiza ações diretas de educação popular em diversas regiões do Norte e Nordeste do país e atualmente está nos estados do Amazonas, Roraima, Ceará, Piauí, Maranhão e Distrito Federal, atuando também no Norte e Nordeste do Estado de Minas Gerais, no regime de parceria com o governo estadual.


Desde o início de sua história, as ações do MEB em educação de jovens e adultos consideram a alfabetização um instrumental para ser utilizado pelo alfabetizando e visam ao desenvolvimento da sua consciência crítica, tornando o alfabetizando / educando/alfabetizando sujeito e não objeto de sua transformação

Rádio Xilik: A primeira com perfil ideológico no Brasil

Criada por um grupo de 12 estudantes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a rádio iniciou suas atividades, de forma experimental, em junho de 1985. Inicialmente, o transmissor, de apenas 6 watts de potência, levava o sinal a apenas alguns bairros da Zona Oeste de São Paulo. Em 20 de julho a emissora, com um equipamento mais potente, entrou no ar. A primeira transmissão anunciava:

...Rádio Xilik. Rádio Livre urgente, em 106.4 mHz, aberta a todos, exceto a generais ativos e passivos, senhoras de Santana, falsários, mamães que dizem sempre mentirinhas, falocratas, crianças que falam sempre a verdade, demagogos, juízes evangélicos....
Influenciados pelo movimento de rádios livres na Europa, os integrantes da Xilik (entre eles o futuro cineasta Marcelo Masagão, Caio Magri e o professor Arlindo Machado) defendiam propostas anarquistas, o uso gratuito dos transportes públicos e a descriminalização da maconha, entre outras causas.


Embora não tenha sido a primeira rádio livre do país, a Xilik é considerada uma das mais importantes para o início do movimento no Brasil. Sua experiência estimulou o surgimento de outras emissoras, como Ítaca, Totó Ternura e Molotov, todas beneficiadas pelo empréstimo de equipamentos da Xilik.

Radio Pirata


 
O Conceito de rádio pirata nasceu na Inglaterra. No final da década de 50 algumas emissoras foram montadas e transmitiam a partir de barcos ancorados na costa inglesa para burlar a legislação. Uma das emissoras mais importantes dessa época foi a Rádio Caroline, criada para combater o monopólio da estatal BBC e veicular o emergente rock n' roll. 

Na Itália, esse tipo de rádio ganhou outro perfil, mais politizado. Foi por lá que nasce o conceito de rádio livre. Eles faziam jornalismo, veiculavam programas de debates. Eram vinculadas a grupos de base, minorias e marginalizados.Na França em 1981, o presidente socialista François Mitterand assinou um decreto de regulamentação das rádios livres. 


Nos EUA, que aparentemente possui a legislação mais liberal no setor de comunicações, rádios livres ocupam espaços no ar desde a década de 20. 

Radio Comunitária: Aspectos importantes


Acho extremamente importante a existência das rádios comunitárias porque é uma comunicação do povo para o povo. A premissa é essa. Todas as rádios comunitárias têm que ter essa preocupação. Mas muita gente infelizmente enxerga a rádio como um mercado. Eu acredito que a grande maioria pensa numa utilidade pública. Difundir a canção do artista da comunidade, falar o que acontece na comunidade, expor a vida cultural e etc.

 Alguns princípios que as diferenciam das rádios comerciais:
- Têm autonomia: não se subordinam a interesses de um grupo;
- São plurais: respeitam as diferenças e opiniões;...
- São comunitárias: todos participam sem distinção;
- Não têm fins lucrativos: o recurso que entra tem de ser reinvestido na própria rádio;
- Têm controle social: o Conselho da Comunidade é que administra e decide sobre o destino da rádio;
- São difusoras de idéias: valorizam aspectos culturais”.



Educação Digital: O futuro da aprendizagem interativa


Durante a CONTEC 2014, conferência sobre educação, conteúdo de mídia infantil e tecnologia, o vice-presidente e gerente geral de educação da Enciclopédia Britânica, Michael Ross, apresentou um panorama sobre tecnologia e educação discutiu nesta conferência sobre educação, tecnologia e literatura com escritores, professores e desenvolvedores interessados no futuro da aprendizagem interativa, com reflexo nos meios digitais.

Acredito que o mundo do conhecimento está mudando. A leitura ainda é a chave para a obtenção de uma boa educação, mas os livros já não são o meio número um para a aquisição de conhecimento. Novas tecnologias, abordagens inovadoras e divertidas para o aprendizado, plataformas on-line, aplicativos, ferramentas interativas de aprendizagem e livros avançados agitam os papéis tradicionais e remodelam a experiência de aprendizagem nas escolas, nas universidades, em casa e no lazer. 





sábado, 28 de junho de 2014

O Paradigma da Imagem

As imagens dominam  nosso cotidiano e a comunicação contemporânea está totalmente alicerçada na grande produção de imagens. Porém, nem sempre as imagens tiveram esse “poder”.  No século XX toda a realidade produzida pela Física partiu da leitura de imagens.A elaboração de experiências, cujo fundamento estava na leitura da imagem, possibilitou a revolução teórica mais profunda da realidade física e influencio nos resultados de trabalhos como: a relativização do espaço e do tempo (relatividade de Einstein) e o princípio de indeterminação de Heisenberg (caso da radiação do corpo negro).

A invasão da imagem em todas as atividades humanas foi consequência das tecnologias desenvolvidas e utilizadas nos estudos da Física desde o início do século XX. Nesse sentido, a imagem constitui-se no paradigma mais significativo para o desenvolvimento do conhecimento nesse século.

De maneira oposta a condição atual, as imagens já foram proibidas e perseguidas pelas religiões, pois estas concebiam as imagens como pressuposto de uma ambiguidade.

Porém, se as imagens não eram capazes de objetivar a comunicação, por outro lado tinham um outro mais  interessante, o de inspirar mudanças. Foi a imagem artística que introduziu o pensamento mensurável dos espaços e com ele uma revolução de valores. A imagem não só instrumentalizou o conhecimento, como também teve e tem um papel estruturante do próprio conhecimento.

Vivemos em uma época em que o consumo tecnológico é irreversível, essa é a era da imagem. Como diz Luiz Felippe Perret Serpa:"Hoje devemos ver a imagem não como a representação da realidade mas como a própria realidade." Para Serpa a fotografia é a própria realidade que compõe a nossa vida pois ela constitui-se no fator estruturante da mesma realidade.


SERPA, Felippe. A imagem como paradigma. in SERPA Felipe
Rascunho digital: Diálogos com Felippe Serpa: Edufba, 2004, p. 129.